Talvez não haja sentimento mais natural do que desconfiar de tudo que é novo. Apegar-se àquilo a que já nos acostumamos é o mais provável. Sempre foi assim. Mas o fato é que o progresso tecnológico não diminui o número de vagas de emprego, por exemplo. Apenas o altera e até aumente. E a solução para a crise da falta de trabalho não é evitar ou destruir máquinas, mas elaborar programas de reeducação voltados ao bem-estar do indivíduo.
Outra explicação para a tecnofobia talvez seja o medo de que as mudanças tecnológicas causem danos ao meio ambiente ou provoquem alterações prejudiciais à sociedade humana. A descoberta do fogo produziu fumaça e a possibilidade de incêndio. A da agricultura trouxe prejuízos ao solo, provocando o desmatamento e mudanças progressivas, e muitas vezes indesejáveis, no equilíbrio ecológico. Quase toda invenção logo encontra aplicação no emprego da violência entre os seres humanos, tornando a guerra cada vez mais fácil de ser declarada, mais feroz e prolongada.
Mas, em todos os casos, as vantagens conquistadas são nitidamente superiores aos riscos, e o progresso tecnológico quase nunca é abandonado espontaneamente, por maiores que sejam as desvantagens que possa acarretar.
Em suma, a única solução é reduzir os riscos, em lugar de desprezar as inovações na tentativa de congelar o tempo e o progresso.
Aprender a lidar com as novidades tecnológicas é muito mais eficaz do que destruí-las, ignorá-las, evitá-las ou negá-las. Isso vale para o computador, o celular ou a escada rolante!
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